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Tabuleiro eleitoral baré – por Flávio Lauria

Flávio Lauria é Administrador de Empresas e Professor Universitário - Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Vou entrar numa seara que não queria, mas o andamento da política baré, me faz repensar. Já faz alguns anos que escrevi um artigo intitulado “Autofagia Baré”, onde dizia que Manaus se autodevora. E o amazonense vai assistindo tudo e torcendo para que um nativo não seja guindado a um posto relevante. Êta povinho pávulo.

Entendo que a política não é essa sofreguidão em defender interesses individuais. É ter o uso legítimo do poder para alcançar o bem comum da sociedade.


Estaria sonhando? acredito que não, mas quero me ater ao momento atual com a renúncia do governador e vice ao mesmo tempo, fato inédito e histórico para o Amazonas. As últimas pesquisas, ainda não mostram como fica o tabuleiro eleitoral, porém pesquisa não passa de uma fotografia de um gol durante uma partida de futebol, que pode não representar o andamento do jogo. Ocorre que essas mudanças inopinadas nas tomadas de opinião podem ser manipuladas. Não dolosa ou fraudulentamente. Como se trata de trabalho feito sob encomenda, o contratante pode desejar inserir nos questionários determinados quesitos que conduzam o entrevistado a oferecer respostas antes previstas.

É tecnicamente possível, o que faz com que muitas dessas investigações acabem por perder credibilidade. Como explicar, por exemplo, ogovernador (ex) Wilson Lima, na última eleição ter um dos piores índices de aceitação e um grande índice de rejeição, e mesmo assim derrotado Amazonino Mendes? O mesmo podemos dizer hoje do ex-prefeito David Almeida, que de acordo com o último levantamento de opinião recebido, ter opções tão inexpressivas, submetido a desgastes irreversíveis perante a população. Mas quem pode afirmar que ele não supere tudo isso, e venha a obter condições de igualdade para ir ao segundo turno? Pode também se dizer de Omar Aziz, que mesmo liderando todas as pesquisas, pode sofrer abalo pela atomização de votos.

A imprensa adquire hoje tal poder de fogo que muitas carreiras políticas dependem de sua disposição para fazê-las prosperar ou serem jogadas no limbo do esquecimento, quando não entre os condenados como réprobos. Isso produz reflexos nas pesquisas, cuja leitura não deve ser elemento definitivo para julgamento do eleitorado.

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