
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitora a formação de um ciclone extratropical que pode atingir a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico a partir de quinta-feira (6). Os modelos indicam condições favoráveis para uma ciclogênese explosiva, conhecida como ciclone-bomba, embora a classificação só possa ser confirmada durante a evolução do sistema.
No Rio Grande do Sul, a instabilidade começa nesta quarta-feira (5), mas a quinta-feira concentra o maior risco. A combinação entre a frente fria e a formação do ciclone deve provocar temporais, chuva intensa, granizo e rajadas de vento, principalmente entre a tarde e a noite.
As tempestades começam pelo Oeste, Campanha e Missões e avançam ao longo do dia para as demais regiões do Estado. Nas áreas de maior risco, as rajadas podem ultrapassar 70 km/h e, em pontos isolados, chegar a 85 km/h. No oceano, próximo ao centro do ciclone, os ventos podem superar 100 km/h. No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as rajadas devem passar de 60 km/h entre quinta-feira e sábado.
Segundo o Inmet, o sistema pode registrar queda de cerca de 26 hPa em 24 horas, índice compatível com uma ciclogênese explosiva. A pressão central deve atingir aproximadamente 967 hPa na sexta-feira (7) e cerca de 941 hPa no sábado (8), quando o ciclone alcança sua maior intensidade antes de se afastar para o Atlântico Sul.
Nesta quarta-feira, o Estado já terá pancadas isoladas de chuva, com risco de temporais localizados, descargas elétricas e vento forte, principalmente na Costa Doce, no norte e no noroeste gaúcho.
Na sexta-feira (7), a frente fria avança para o norte e o tempo começa a melhorar no Rio Grande do Sul. Ainda há possibilidade de chuva e temporais isolados durante a madrugada no norte e nordeste do Estado, enquanto o litoral deve seguir com ventania devido à atuação do ciclone no oceano.
O Inmet mantém aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nesta quarta-feira em áreas do Sul do Brasil. Para quinta-feira, a previsão é de aviso laranja para todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, oeste e sul do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, indicando maior risco de impactos.
O instituto recomenda que a população acompanhe as atualizações da previsão do tempo, já que a intensidade e a trajetória do sistema ainda podem sofrer alterações.




