
O senador Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição ao Senado pelo Amazonas, registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a mesma composição de suplentes apresentada na eleição de 2018
A primeira suplência continua com sua esposa, Sandra Braga, enquanto a segunda vaga permanece com Miguel Capobiango Neto, conhecido como Miguel Biango, ex-assessor parlamentar e integrante do grupo político mais próximo do senador.
A escolha, embora prevista na legislação eleitoral, reacende o debate sobre a presença de familiares e aliados próximos em vagas de suplência no Senado. Como os suplentes podem assumir o mandato em situações de licença, afastamento ou vacância do titular, a composição da chapa tem influência direta sobre quem poderá ocupar uma cadeira no Congresso sem ter sido eleito diretamente pelo voto.
A manutenção da mesma formação de oito anos atrás indica a continuidade da estratégia de Eduardo Braga de apostar em nomes de sua confiança pessoal e política. A decisão também ocorre em um cenário de discussões sobre renovação de lideranças e ampliação da participação de diferentes setores da sociedade na política amazonense.
Sandra Braga já ocupou uma cadeira no Senado após assumir o mandato deixado por Eduardo Braga durante sua disputa pelo Governo do Amazonas. Miguel Capobiango Neto, por sua vez, acompanha a trajetória política do senador há anos e exerceu funções de assessoramento parlamentar.
A composição da chapa também voltou a levantar questionamentos sobre o modelo de escolha dos suplentes do Senado. Críticos do sistema defendem mudanças nas regras para evitar que essas vagas sejam preenchidas prioritariamente por familiares ou integrantes do círculo político mais próximo dos candidatos.
De acordo com o sistema de acompanhamento de candidaturas do TSE, o registro de Eduardo Braga consta como “Aguardando Julgamento”, situação que faz parte do processo eleitoral enquanto a Justiça Eleitoral analisa a documentação apresentada.

A manutenção de Sandra Braga e Miguel Capobiango como suplentes deve ser um dos temas debatidos durante a campanha eleitoral, especialmente entre grupos que defendem maior renovação e mudanças na composição das chapas ao Senado.
Fonte: portaldomarcellmota




