
A entrega da lista oficial de gestores com contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) à Justiça Eleitoral revelou o tamanho do desgaste administrativo e a falta de transparência que marcaram a gestão do governador Wilson Lima, pré-candidato ao Senado, ao longo de mais de sete anos e quatro meses no poder.
A relação enviada ao TRE-AM escancara que a maioria dos principais ordenadores de despesas e ex-auxiliares do primeiro escalão governista acumulou graves condenações, reprovações de contas, omissão na prestação de contas de recursos públicos e glosas de verbas em setores essenciais, o que compromete diretamente a confiabilidade do grupo e enquadra seus ex-membros na Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano.
A mancha na administração estadual se espalha por pastas decisivas e afeta nomes de confiança do governador que hoje figuram na lista de inadimplentes do tribunal. É o caso do ex-secretário de Saúde, Anoar Samad, e do ex-secretário de Produção Rural, Petrúcio Magalhães, ambos com reprovações de contas decorrentes de graves falhas na aplicação de recursos públicos e repasses do Estado.
A crise na gestão atinge também a área social e fundiária com as inclusões da ex-secretária da Seped, Viviane Lima, e do ex-secretário de Cidades e Territórios, Inahoé Amazonas Filho, cujas passagens pelos órgãos deixaram um rastro de pendências insanáveis na Corte de Contas.
A lista de impugnáveis do grupo é reforçada ainda por dirigentes de órgãos da administração indireta, a exemplo do ex-diretor-presidente da Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas (FUNTEC), Oswaldo Lopes, que teve contas anuais julgadas irregulares pelo Tribunal Pleno.
Com esse cenário de condenações sistemáticas reunido pelo órgão de fiscalização, a narrativa de eficiência do governo rui, criando uma barreira jurídica para o projeto eleitoral de Wilson Lima e expondo ao eleitorado amazonense o histórico de má gestão da máquina pública.
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