“Inflação deve subir ainda mais”, alerta presidente do Corecon-Amazonas

Inflação se alastra, atinge 78% dos produtos, e famílias ficam sem saída - foto: sindicato dos Bancários

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, alertou para que as pessoas gerencie o seu dinheiro, porque existe uma forte tendência de novos aumentos pela frente e, isso não vai parar agora.

De acordo com ele, a categoria que ele pertence, em todo o Brasil prevê que somente em 2024 em diante, que há uma tendência de a inflação diminuir.

O economista afirmou que vários fatores estão ocasionando este cenário na economia no Brasil, entre elas, a crise econômica nos Estados Unidos, a Guerra da Rússia com a Ucrânia, o novo auxílio e a própria pandemia da Covid-19 que ainda afeta a China, que é o maior exportador de componentes para as indústrias brasileiras.

“São vários fatores que influenciam no aumento da inflação. Nós temos, por exemplo, a guerra na Rússia e Ucrânia, que apesar de já não dar muito Ibope, mas ela ainda está acontecendo. E a Rússia é um dos principais produtores do potássio, que é um dos componentes dos fertilizantes” complementa.

Esses fatores, segundo Marcus Evangelista, faz o preço aumentar. “As pessoas vão perceber isso no momento que estiver comprando o seu hortifruti”. Um produto que depende do adubo químico para ter uma produção escalonável fica mais caro, e paralelo a isso tem a crise nos Estados Unidos, onde há uma sinalização de recessão. Acrescentando ainda que a pandemia na China também afeta o país.

“Nós temos também a covid que está voltando em algumas cidades da China, e lá já estão paralisando a produção e diminuindo o fornecimento de insumo principalmente para o Brasil. E no momento que você diminui a oferta a procura aumenta e o preço também. E para fechar com chave de ouro estamos aí agora no novo auxílio não que isso seja ruim para quem está precisando. Mas no momento que você induz a população a consumir mais você aumenta a procura e o preço vai aumentar. E esses fatores sinalizam que a nossa inflação vai continuar subindo”, conclui.

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