Mais 200 mortos em deslizamento de terra na Colômbia

O governo declarou estado de calamidade pública na região/Foto: Divulgação

Deslizamentos de terra em Mocoa, no sul da Colômbia, deixaram neste sábado (1º) mais de 200 mortos e centenas de feridos e desaparecidos. O governo declarou estado de calamidade pública na região.

“O último balanço é de 206 pessoas mortas”, disse César Urueña, diretor da Cruz Vermelha Colombiana.

Outras 200 pessoas se feriram e 400 estão desaparecidas. O presidente Juan Manuel Santos, que esteve na região conversando com moradores, decretou estado de calamidade pública.

As chuvas aumentaram o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, que descem em direção à cidade, e provocaram uma série de deslizamentos de terra cujos sedimentos seguiram a correnteza dos rios.

Com cerca de 40 mil habitantes, Mocoa está sem energia elétrica e abastecimento de água. A enxurrada destruiu a maior parte dos bairros do município, bem como as pontes que a ligam com o resto do país.

“Os moradores foram advertidos com antecedência e conseguiram sair, mas as casas praticamente sumiram do mapa”, disse o prefeito da cidade, José Antonio Sánchez, que também teve sua residência afetada.

“Está destruída, tem barro quase até o teto”.

“É uma tragédia sem precedentes, [há] centenas de famílias que ainda não encontramos, bairros que desapareceram”, afirmou a governadora de Puntamayo, Sorrel Aroca, a uma rádio local.

Moradores dizem que a chuva começou na noite de sexta, mas que as sirenes para que eles deixassem as casas foram tocada à 0h (2h de Brasília). Devido à quantidade de feridos, os hospitais da região entraram em colapso pela falta de remédios e insumos como esparadrapos, luvas e elementos cirúrgicos.

O último balanço é de 206 pessoas mortas/Foto: Divulgação

Na tarde deste sábado, aviões da Força Aérea Colombiana com ajuda partiram de Bogotá rumo ao aeroporto de Villagarzón, a 17 km de Mocoa. Com eles foram bombeiros e militares especializados em resgates de pessoas soterradas ou levadas pelas águas.

Em entrevista depois de conversar com os moradores, Santos afirmou que, segundo o serviço meteorológico, a chuva foi de 130 mm -um terço do esperado para o mês.

Segundo a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), a tragédia afetou ao menos 300 famílias. Montou-se uma sala de crise com autoridades locais, soldados, policiais e membros de organismos de socorro trabalha na busca de desaparecidos e na remoção do material.

A entidade indicou em um comunicado que está mobilizando para o local mais de sete toneladas de equipamentos para o fornecimento de água, eletricidade e atendimento pré-hospitalar.

Mocoa, a 630 km ao sul de Bogotá, é uma das áreas afetadas pelo fenômeno El Niño, que esquenta as águas do oceano Pacífico e aumenta a intensidade das chuvas em toda a costa noroeste da América do Sul.

Três semanas atrás, quase cem pessoas morreram em enchentes em quase toda a costa do Peru, incluindo a capital Lima.

Fonte: UOL

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