
O Ministério Público do Amazonas ingressou com três ações civis públicas contra servidores e gestores do Hospital Regional Maria Geny, em Boca do Acre, por suspeita de manterem “funcionários fantasmas” na unidade. As fraudes, segundo o MP, causaram prejuízo de mais de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.
A investigação aponta que um médico lotado no hospital desde 2016 acumulava, entre 2019 e 2022, três vínculos simultâneos em hospitais do Amazonas, Acre e Rondônia — carga horária que chegava a 90 horas semanais, tornando impossível sua atuação em Boca do Acre. Mesmo assim, recebeu quase R$ 600 mil. Testemunhas afirmaram que a gestão tinha ciência do caso.
O MP também identificou que duas enfermeiras abandonaram suas funções, mas continuaram recebendo salários ao contratar terceiros para cumprir os plantões. Uma delas teria causado prejuízo de R$ 578 mil; a outra, que se mudou para Santa Catarina enquanto mantinha vínculos em outros hospitais, gerou dano de R$ 278,6 mil. Os esquemas, conforme o órgão, contaram com apoio direto do gerente administrativo e do gerente de enfermagem.
Nas ações, o Ministério Público pede bloqueio de bens dos investigados, ressarcimento integral dos valores desviados e aplicação de sanções como perda de função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público. O órgão também requer pagamento de indenização por dano moral coletivo que pode chegar a R$ 150 mil.
Fonte: mpam




