Nem rabo preso e nem rabo solto – por Abel Alves


Na política têm certos ditos que, às vezes, retratam a dura realidade. Por exemplo: O político pensa uma coisa, diz outra e faz exatamente o contrário e, outro, quem não tem rabo preso, coloca-se, mas não solte.

Portanto, em época de eleição, haja ‘rabo’! Não é novidade que o Amazonas vem sendo governado há décadas, pelo mesmo grupo, com intermitências não casuísticas, mas bem arquitetadas. Em todos os mandatos, a começar em 1987, com a eleição do Amazonino Mendes – eu era deputado estadual, de oposição -, foi nomeado como secretário de educação o professor José Melo que, pelos serviços prestados e, competência, exerceu vários cargos, como de secretário de governo, vice-governador e, contrariando todos os prognósticos venceu a Eduardo Braga e se elegeu governador do Estado.

Quando no poder, certamente, ajudou a muitos correligionários, amigos, facilitou negócios, incentivou ‘blogueiros’, o que, a bem da verdade, todos os governantes fizeram e ainda, agora, fazem desbragadamente.

Na nossa Assembleia, com deputados conspícuos e éticos, o governo de José Melo – hoje nefando e execrado -, compôs maioria e aprovou tudo, inclusive, aberrações e nossos ilustres deputados, por sua maioria, nada disseram.

Repugna-me e como diz o povão, me dá é ‘nojo’ ver esses abutres condenar quem eles aplaudiam por interesse e hoje o apupam, esquecendo-se de que são piores de quem acusam, porque ingratos e traidores.

Ora, se hoje o governo do professor José Melo serve de condenação a quem exerceu sua liderança e se elegeu presidente do poder, com o fim de lhe tirar votos, também não vale para os governos anteriores, de sabida corrupção, quando ele, professor, atuou com competência e fez sua carreira política?

Portanto, senhores, coloquem ‘rabos’ à vontade, mas não esqueçam dos seus, pois poderão se complicar.

Desembargador Abel Alves.

*Abel Alves é desembargador anistiado e político

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