PF confisca casa de luxo em operação contra tráfico de drogas em aviões da FAB

Foto: Reprodução/Clideo.com

Uma casa avaliada em R$ 4 milhões foi alvo de sequestro judicial, a pedido da Justiça Federal de Brasília, durante uma operação da Polícia Federal que investiga o tráfico internacional de drogas por meio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e lavagem de dinheiro.

O imóvel de luxo, localizado no Lago Sul – área nobre da capital federal (veja vídeo acima) – foi confiscado na manhã desta terça-feira (2). As imagens mostram a área externa da residência, onde há duas piscinas e, pelo menos, dois pavimentos ocupados.

Casa avaliada em R$ 4 milhões e apreendida pela Justiça Federal — Foto: PCDF/Divulgação

A suspeita é de que a quadrilha usava imóveis para lavar dinheiro obtido com o esquema de tráfico de entorpecentes. Segundo a PF, a casa confiscada pertence a um dos alvos. O G1 tenta confirmar a identidade dele. Não houve prisões em flagrante.

A operação Quinta Coluna cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados que restringem a comunicação dos investigados e a saída deles do Distrito Federal, além do sequestro de imóveis e veículos. O balanço não havia sido divulgado até a publicação desta reportagem.

Tráfico de drogas

A investigação começou em 2019, quando um sargento da FAB foi preso na cidade de Sevilha, na Espanha, por transportar 39 quilos de cocaína na bagagem de mão.

Ao todo, dez pessoas são investigadas por participação no esquema. Entre elas, a mulher de Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha, além de um tenente-coronel e mais alguns tenentes da FAB. A operação também investiga três empresas.

De acordo com a PF, os alvos se associaram, “de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas”.

Durante a operação desta terça-feira, os agentes apreenderam drogas na casa de um dos suspeitos.

Em nota, a Força Aérea informou que “atua firmemente para coibir irregularidades” e que atuou em conjunto com a PF no cumprimento das diligências necessárias para a investigação.

G1

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